domingo, 11 de agosto de 2013
107
nunca devia ter bebido aqueles três finos. antigamente no fim das relações, ou de outra coisa qualquer, o que eu fazia era foder. foder, foder muito. é por isso que existe uma lista considerável de boas, más, razoáveis e esquecidas quecas. não querendo com isto gabar-me mas que é um feito tendo em conta a minha idade e as minhas provincianas origens, é um feito, diga-se. agora depois de terminar uma relação e de o jho nem se quer me cumprimentar quando passa por mim á saída do banho turco em direcção aos chuveiros. eu compro coisas. coisas inutilmente caras mas que eu acho que preciso, como um relógio, uma carteira, um candeeiro, e sapatos. tirando o desfalque monetário ao meu saldo bancário não vejo qualquer problema neste meu novo método de lidar com o fim das relações, até o acho bem melhor para ser sincero. o único problema, a meu ver, é o tesão. como posso eu ver-me livre de uma coisa que afecta todo o ser humano. bem sei que há pessoas, que passam meses, anos sem foder. eu nunca fui dessas pessoas, e dificilmente me revejo nesse belo papel. juntando o tesão a três finos(são poucos eu sei, mas como não estou habituado a beber surtem logo efeito em mim) e o nino que me pediu o numero no ginásio. isto originou um óptimo sexo de quinta-feira. o problema é que eu não queria bem fazer o sexo, porque estou a gostar de ter tempo para ler, para ver séries, ir ao cinema. e andar no engate é desgastante sabem? passamos muito tempo, ainda no início da outra semana troquei uns mails com o tuga, e perde-se tempo no trabalho, perde-se tempo á noite, nunca se sabe quando se combinam as coisas. é um drama, e com o passar da idade, começamos a não ter paciência para esses dramáticos engates. por conseguinte estava a adorar a minha vida de solteiro e de ter tempo para mim. mas por culpa de três cervejas a minha vida descansada foi por água abaixo. fazíamos algumas aulas juntos e trocávamos olá, tudo bem por cortesia, até que me decide pedir o numero, nesse mesmo dia tomamos um café. mas como ele não faz muito o meu género, estava numa de o conhecer melhor. ele é na realidade um pouco feio, gordito e parolinho(calções brancos de linho um pouco abaixo do joelho para mim não é uma coisa abonatória), mas tudo bem. a conversa foi muito fluido, eu até falei da minha ex-relação, dos dramas e assim (num café de engate há assuntos que não se toca, mas como para mim não era, tudo bem), notando eu que levemente se fazia a mim deixei rolar. problema: no fim rolaram uns beijos e até hoje rolam mensagem a tua a hora. claro que se intensificaram depois de o maravilhoso sexo. frases que pensei não se pronunciarem já como 'passei o dia com vontade de te beijar' foram-me ditas. perante esta situação temo em dizer que cerveja só apenas duas, porque gastar o meu ordenado em merdas e ainda por cima ter que lidar com dramas é de mais até para mim.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
106
tenho pensando em ti. tu sabes que tenho. acabo de vir do cinema ver tabu. perto do fim as lagrimas cairam-me dos olhos. as associações a nós são sempre constantes andré. sei que agora estas longe, nessas ferias que sempre quiseste. nesse pais que sempre desejaste. as grandes historias de amor são sempre trágicas, acho que já escrevi isto algures aqui, ou numa folha de papel. a nossa não o deixa de ser. sei que também pensas em mim. tens sempre pensado. não estamos assim tão longe, acho que nunca estivemos. agora a caminho de casa, nesta noite fria vi uma rapariga a passear o cão e sorri levemente. lembrei-me de quando passeavamos o teu cão beira mar naqueles curtos e frios fins-de-semana que passamos juntos. lembro-me de quando fizemos amor à chuva, dos filmes que vimos enquanto eu estava deitado no teu peito e te tocava levemente na pila. daquele filme de terror idiota. as discuções parvas o fim-de-semana no norte que foi terrivel. a primeira vez que tentamos foder e correu tão mal. fumo um cigarro enquanto escrevo. eu deixei de fumar como te disse, mas um cigarro ajuda sempre a digerir tudo o que te gostaria de dizer. sei que possivelmente irás ler isto. sei que possivelmente iremos falar ocasionalmente ou nos voltaremos a cruzar na pequena cidade que viu o nosso primeiro beijo e viu o nosso amor tornar-se quase possivel. sei que mesmo na cama deitado com o teu marido te lembras de mim, e espero que ainda sorrias quando te lembras do meu sorriso e das merdas idiotas que tantas vezes te disse. as andorinhas que te dei, ainda as guardas? guardo os teus postais, e aquela fotografia que te tirei com aquela maquina descartavel. estas com um sorriso tão bonito. o nosso amor nunca foi possivel. talvez porque nunca quiseste realmente, talvez porque eu não o permiti. sabemos que a nossa historia acabou. porque tinha de acabar, talvez. não tem a ver com cobardia, ou com putisse. tem a ver com tudo. com nós.
domingo, 2 de setembro de 2012
105
é domingo, estou ligeiramente de ressaca. acordei com o john, lavei a loiça, fui ao mac comer qualquer coisa, voltei a casa, tomei banho e vim para a cama ver um filme. apesar de tudo, a noite correu mal, e hoje há uma trsiteza e uma saudade que se abate. ontem numa festa algures em lisboa encontrei o rui. as coisas voltaram a andar tremidas. andam sempre tremidas e o facto de o ver aos beijos com outro tipo qualquer foi estranho. ele viu-me. hoje passei o dia a olhar para o telemóvel a espera de qualquer sinal dele. nada. ainda bem por um lado. deixou-me realmente abalado vê-lo com um tipo qualquer, não que tenhamos alguma coisa, que não temos. não que o ame, que não o amo. mas é o tipo de pessoa que o sinto como meu. mas não posso exigir das pessoas o que sei que não lhes posso dar. e não serei eu o seu rei. será agora que por fim ficarei algum tempo sem gajos, sem filmes, sem merdas. entretanto o andré surgiu, ainda casado, ainda me amando e ainda tudo igual. a verdade é que morro de saudades dele, e gostaria que tudo o que ele disse-se fosse verdade. é estranho sentir tanta falta de alguém que sabes que não queres e que não vais ter. desta vez o marido descobriu tudo. e mais um vez ele fez uma escolha. mais uma vez escrevo sobre ele. essa escolha não fui eu. e são estes domingos em que estou deitado na cama que ele ele me faz muita falta e imagino como tudo teria sido, como tudo poderia ser. as coisas são estranhas. o josé é estranho o rui é estranho o andré é estranho. e entre saunas, matas, noites, a minha cama... eles vão resurgindo. cada um há sua maneira. ainda ha meses discutia com amigos o amor a 3, o amor nas suas varias formas mutaveis. ha quase dois anos que ando nisto com o josé, ha mais de um com o rui, ha quase um com o andré. já pus em causa manter uma relação a 3. já a pus seriamente em causa com o josé e com o andré. porque sei que ainda nos gostamos os 3. mas a 4? será mesmo possivel haver uma relação a 4? é estranho olhar para eles e não me conseguir desligar. são estranhos estes ciclos. mas sei quem queria realmente a meu lado. e vou tentando todos os dias dizer ao meu coração que não. o andré esta com as pessoas pelos motivos erradas, o rui pelos não certos. e o josé vai estando.
domingo, 6 de maio de 2012
104
ainda guardo na carteira a foto que um dia me deste em tua casa, naquele fim-de-semana que passamos apenas os dois. aquela fotografia que quase te obriguei a me dares para poder andar sempre com ela.
outro dia estava à procura de uns papeis e encontrei-a por acaso. quando acho que desapareceste da minha memória, encontro a tua fotografia perdida entre talões, com a mesma cara séria que esconde o sorriso mais belo. o sorriso que me fez apaixonar-me e ao mesmo tempo partir-me o coração.
sempre te disse que foste o melhor e o pior de tudo, e agora passado algum tempo sem se quer de ti saber, tenho a certeza do mesmo. houveram alturas em que acreditei em ti. nas promessas, nos sonhos, nas mudanças e nas ilusões. tinhas razão quando me dizias que não passava de um miudo, tinhas toda a razão. um miudo cego de paixão, quando isso não deveria acontecer, pelo teu e pelo meu historial, que fosse.
começaste como um capricho, uma teimosia minha de querer foder mais um, um que por toda a tua história seria complicado e seria uma grande conquista na vasta lista delas. por todos os motivos, eras um capricho. com o tempo, tornaste-te aquele que me fez ver tudo de uma prespectiva muito diferente, aquele amei, que amo. partiste-me o coração, deixaste um vazio que não sei como preencher. fui para a cama com homens do passado, tentei os do futuro, sai à noite, droguei-me, dancei, engatei, passei horas a trabalhar, a escrever, a limpar a casa, a planear viagens, sei lá. estou deitado na cama, a rever fotos tuas. preciso que precises de mim. sinto falta que me abraces a dormir, que me agarres, me olhes nos olhos e digas que sou o teu miudo. preciso de voltar a acreditar em ti. não sei como me deixei levar, não sei como acreditei em ti, como fiz planos, como me deixei levar. andré, sei que não acreditas, mas eu fiz planos, eu quis uma vida a dois, eu amei-te e amo-te, como não amei ninguém. não é doentio o amor? é doentio comprar um desodorizante igual ao teu para poder sentir o teu cheiro? é doentio fechar os olhos e imaginar-te a comeres-me de quatro e a fazer-me gemer? é doentio começar a chorar compulsivamente do nada? é tudo tão doentio tudo isto andré não é? o mais engraçado, o mais irónico de isto tudo é que foste tu que sempre duvidaste do que eventualmente poderia sentir, e foste tu que tão rápidamente deixaste de me amar, e tudo se tornou fácil e volátil, quando tudo sempre foi tão complicado. como sempre te disse, fui uma virgula, na tua longa vida imaginada. um entretanto que te fez sair da monotonia, que te deu alguma tesão e vontade de mudares as coisas, mas essa vontade passou e tu continuarás igual. até ao próximo miudo. fui aquilo que tu odiavas que eu chamasse, um erro de casting. não te guardo rancor, ou ódio, porque escolhi sempre seguir em frente, quando me dizias que eras fraco, cobarde, mimado, e que a dignidade já não era muita. talvez sinta pena, só pena. lamento andré, és a coisa que se calhar mais lamento até hoje. mas se eu estivesse no teu lugar, lamentaria muito mais. porque não sou eu que esta casado, e tem um marido em casa. eu não passo de um miudo livre e caprichoso.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
103
o lobo e o julian
Imagina uma selva, imagina uma bela raposa de nome julian, conhecida nas redondezas pelos seus belos olhos azuis, pelo seu pêlo sedoso e sua cauda que se entrelaça entre a vegetação como um belo pavão. Julian a raposa, era conhecida nas redondezas pela sua inteligência, esperteza, pelo seu charme, e acima de tudo pelos seus olhos azuis e o seu belo sorriso. Era um verão quente, um verão especialmente seco, numa nova cidade, com novas pessoas, novos ambientes e novas drogas. Havia partes da noite em que toda a festa parecia uma selva; eu, o lobo, o julian a raposa. entre porcos, cavalos, elefantes, hienas, sapos, zebras. Eramos todos uma mistura de vinho e vodka. Entre flashes, haviam olhares, entre pessoas o lobo seguia a raposa até à casa de banho. Entre o baixar as calças, o me por de joelhos, os arranhões nas costas e os beijos que se transformavam em lambidelas. a raposa gritava de prazer e eu uivava de desejo.
Os dias foram passando e a raposa matreira ia tornando-se mais complicada. o desejo ia confundindo-se com amor e tesão, as noites começaram a ficar rebuscadas, ia tudo tornando-se um jogo de esconde-esconde. O velho bairro era como que um campo de batalha onde nos íamos perseguindo e trocando olhares. Certa noite segui a matreira raposa até ao habitual fim da noite, onde tinha a certeza que ela lá estaria. O tesão era tão grande. entre a multidão eufórica eu sentia o seu desejo dentro das minhas calças. A sua mão suave passando pelo meu cu peludo e indo até à sua cara sabendo e cheirando a tesão. Minutos depois estávamos numa pequena rua, pouco iluminada e entre dois carros. Eu de calças baixadas e a raposa de joelhos, eu em cima do capo do carro e a raposa com a cara no meu cu. Naquelas duas horas não senti frio, não senti inibições. Os corpos suavam e sentia os fortes beijos e abraços dele, como quem que há muito me deseja. Vi nos seus grandes olhos que me queria, que lhe pertencia. Entre gemidos dizia-me: -come-me. Virei-o de costas sobre o capo do carro ali parado, e comi-o. Mal entrei dentro dele soltou um gemido. Ali, senti desejo, paixão, ressentimento, raiva, tesão. Ai soube que era o fim.
acordei, olhei para o meu lado e a bela raposa dormia. Um corpo definido, ligeiramente musculado, um belo cu peludo. Dormia como um pequeno príncipe. Olhei à minha volta e vi as cuecas CK brancas dele, o intenso perfume que põe sempre que vai à caça. O ritual de sexta à noite. O lobo vestiu as calças e ainda com um trago de cidra e meita na boca saiu uivando.
Imagina uma selva, imagina uma bela raposa de nome julian, conhecida nas redondezas pelos seus belos olhos azuis, pelo seu pêlo sedoso e sua cauda que se entrelaça entre a vegetação como um belo pavão. Julian a raposa, era conhecida nas redondezas pela sua inteligência, esperteza, pelo seu charme, e acima de tudo pelos seus olhos azuis e o seu belo sorriso. Era um verão quente, um verão especialmente seco, numa nova cidade, com novas pessoas, novos ambientes e novas drogas. Havia partes da noite em que toda a festa parecia uma selva; eu, o lobo, o julian a raposa. entre porcos, cavalos, elefantes, hienas, sapos, zebras. Eramos todos uma mistura de vinho e vodka. Entre flashes, haviam olhares, entre pessoas o lobo seguia a raposa até à casa de banho. Entre o baixar as calças, o me por de joelhos, os arranhões nas costas e os beijos que se transformavam em lambidelas. a raposa gritava de prazer e eu uivava de desejo.
Os dias foram passando e a raposa matreira ia tornando-se mais complicada. o desejo ia confundindo-se com amor e tesão, as noites começaram a ficar rebuscadas, ia tudo tornando-se um jogo de esconde-esconde. O velho bairro era como que um campo de batalha onde nos íamos perseguindo e trocando olhares. Certa noite segui a matreira raposa até ao habitual fim da noite, onde tinha a certeza que ela lá estaria. O tesão era tão grande. entre a multidão eufórica eu sentia o seu desejo dentro das minhas calças. A sua mão suave passando pelo meu cu peludo e indo até à sua cara sabendo e cheirando a tesão. Minutos depois estávamos numa pequena rua, pouco iluminada e entre dois carros. Eu de calças baixadas e a raposa de joelhos, eu em cima do capo do carro e a raposa com a cara no meu cu. Naquelas duas horas não senti frio, não senti inibições. Os corpos suavam e sentia os fortes beijos e abraços dele, como quem que há muito me deseja. Vi nos seus grandes olhos que me queria, que lhe pertencia. Entre gemidos dizia-me: -come-me. Virei-o de costas sobre o capo do carro ali parado, e comi-o. Mal entrei dentro dele soltou um gemido. Ali, senti desejo, paixão, ressentimento, raiva, tesão. Ai soube que era o fim.
acordei, olhei para o meu lado e a bela raposa dormia. Um corpo definido, ligeiramente musculado, um belo cu peludo. Dormia como um pequeno príncipe. Olhei à minha volta e vi as cuecas CK brancas dele, o intenso perfume que põe sempre que vai à caça. O ritual de sexta à noite. O lobo vestiu as calças e ainda com um trago de cidra e meita na boca saiu uivando.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
102
A tua cidade. Esperava ver uma cidade a teus olhos. andar pelas íngremes ruas, encontrar os velhos largos e conhecer as velhas casas. Trouxeste-me para esta velha cidade onde se diz que ulisses aportou outrora. uma cidade cheia de luz e belas calçadas, uma cidade que não sinto como minha. como aquela velha e granítica onde outrora havia vivido. dizem que é uma cidade cinzenta, mas para mim, esse cinzento significava casa. esta nova casa esperei que fosses tu. chamam casa, dizem, onde o coração pertence. esperava dar-te o meu enquanto me levavas aos jardins, a ver o rio e os grandes monumentos onde os antigos se edificaram. falas-me de desejo, de amor e relações. falas-me também de vergonha, preconceito e gentes. o meu lugar não é o teu, nunca foi. para mim, nunca foi isso que esteve em causa. imaginei mostrar-te a minha casa, o meu coração; por entre teatro e dança, entre pintura exótica e grandes batalhas. mostraria-te a minha florença renascentista, onde a beleza proliferava.
a beleza, a meu ver, reassume-se aos teus olhos, á tua barba delineada e ao sorriso jocoso. ao teu corpo de homem e ao teu cu peludo. o desejo. para mim, sempre girou tudo à volta dele. és o meu desejo agora. é o teu corpo que esperava ver à noite, e a tua voz ouvir de manhã. és tu que quero dentro de mim e é no teu peito levemente peludo que me quero deleitar. formam-se imagens do teu corpo enroscado no meu que não me deixam adormecer. o teu cheiro a Homem tomando-me, a minha língua passando pela tua axila e descendo até ao teu cu que me faz extasiar. são os teus pés e os teus beijos agressivos que me fazem à noite vir-me só na cama. chamar-te-ei amante, talvez daqui a algum tempo, talvez nunca. Chamar-te-ei amante quando te libertares e não me criticares. porque há cedências, mas nunca, outra identidade. aceitação. falas-me em bloqueios e vergonha, falas-me e falaste-me de muita coisa, que não compreendo. em querer, proteger, em mudar, aceitar, assumir, esconder e mostrar. são palavras, apenas palavras que saem da tua boca. mas eu não posso querer pelos dois sozinho. são apenas palavras.
é à luz da manhã, que as coisas se tornam claras e o desejo se desvanece. e vou descobrindo o que achei ser a tua cidade sozinho. mas é à noite, quando o sono tarda em chegar, e imagens do teu corpo me invadem. acredito, te libertares e me tomares como casa. fizeste com que a casa ruísse, e apesar do desejo, precisas de te encontrar. e, não será o meu coração ou a minha vontade de te querer que o fará. vou subindo e descendo ruas, olhando para o mapa e apanhando velhos eléctricos. descobrindo o que será também a minha cidade. talvez um dia, ta mostre a meus olhos.
a beleza, a meu ver, reassume-se aos teus olhos, á tua barba delineada e ao sorriso jocoso. ao teu corpo de homem e ao teu cu peludo. o desejo. para mim, sempre girou tudo à volta dele. és o meu desejo agora. é o teu corpo que esperava ver à noite, e a tua voz ouvir de manhã. és tu que quero dentro de mim e é no teu peito levemente peludo que me quero deleitar. formam-se imagens do teu corpo enroscado no meu que não me deixam adormecer. o teu cheiro a Homem tomando-me, a minha língua passando pela tua axila e descendo até ao teu cu que me faz extasiar. são os teus pés e os teus beijos agressivos que me fazem à noite vir-me só na cama. chamar-te-ei amante, talvez daqui a algum tempo, talvez nunca. Chamar-te-ei amante quando te libertares e não me criticares. porque há cedências, mas nunca, outra identidade. aceitação. falas-me em bloqueios e vergonha, falas-me e falaste-me de muita coisa, que não compreendo. em querer, proteger, em mudar, aceitar, assumir, esconder e mostrar. são palavras, apenas palavras que saem da tua boca. mas eu não posso querer pelos dois sozinho. são apenas palavras.
é à luz da manhã, que as coisas se tornam claras e o desejo se desvanece. e vou descobrindo o que achei ser a tua cidade sozinho. mas é à noite, quando o sono tarda em chegar, e imagens do teu corpo me invadem. acredito, te libertares e me tomares como casa. fizeste com que a casa ruísse, e apesar do desejo, precisas de te encontrar. e, não será o meu coração ou a minha vontade de te querer que o fará. vou subindo e descendo ruas, olhando para o mapa e apanhando velhos eléctricos. descobrindo o que será também a minha cidade. talvez um dia, ta mostre a meus olhos.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
101 - 1
Era uma ainda quente noite de domingo, estava a tomar café com o vaz no habitual sitio, naquela cinzenta cidade. -sauna!- disse ele. -e porque não? já foste a alguma? -Não! -Vamos!
Acabei de tomar o café assim como ele; era uma nova experiência para os dois, já tinha ouvido estórias do monteiro(bastantes por sinal), do vitor e afins. mas por incrível que pareça nunca tinha ido a uma. sabia eu, existirem duas mesmo ao lado da minha casa. fomos a casa levar a ana e, ás cerca das duas da manhã lá decidimos aventurar-nos na sauna. vestimos umas coisas bem discretas e depois de confirmar-mos na net onde eram, lá fomos à procura. fomos à primeira que apesar de cara tinha mau aspecto e aparentava ser frequentada por senhores com idade para serem meus pais, mas com pior aspecto. Depois de perguntar a uma traveca com peso para entrar no novo concurso da sic e aparentar ter um pequeno atrasinho mental, lá descobrimos a segunda sauna, esta com muito bom aspecto.
Ganhámos coragem e lá entramos! Happy Hour; pagávamos apenas 5 euros. o senhor da entrada explicou-nos como funcionava o sistema(imaginem uma sauna gay como um sistema operativo: tens que dar uns certos passos para chegar a um certo fim). ele percebeu que éramos caloiros no assunto. e como bom doutor de praxe mostrou-nos como funcionava(não é claro, no sentido sexual).
Entramos ainda amedrontados e não é que a primeira pessoa que me aparece à frente é o miguel?!? o gajo a quem fiz fisting no carnaval? com tanto paneleiro nesta cidade tinha-me que me aparecer um que já fodi na primeira vez que entro numa sauna?
Carnaval, o habitual jantar lá em casa, éramos apenas 3, isto sem contar com a droga e as muitas garrafas de vinho. durante o jantar íamos vendo os adereços que iríamos utilizar, a maquilhagem e afins. o jorge foi o primeiro a começar a produção, pois esta englobava muita maquilhagem e muitos adereços, a minha e da maria foi a mais rápida e mais pratica para a noite. dado os frequentes números de cheiros e goles que dávamos nos copos. saímos de casa, já muito cegos. entre encontros e desencontros após algum tempo nos reencontramos na habitual rua e fomos ao habitual bar. dançar e beber um pouco. depois disso, lembro-me de estar num sitio de pé direito alto, traves de madeira, amplo, muito amplo, a música não era má, as pessoas não tenho bem noção, lembro-me de escadas e de uma casa de banho onde estava sempre a ir beber água. tenho uma breve recordação de algumas passagens como um menino que me disse que era hetero(não me lembrando eu do que lhe estava a dizer), lembro-me apenas de olhar para ele de cima a baixo e responder: -CLARO QUE ÉS! recordo-me também de sair e de repente estar na rua onde tinha estado horas antes, mas sem luz do dia.
Cheguei a casa, ainda bastante alterado e fui para o quarto tentar dormir, o que se tornaria difícil dado que o miguel se lembrou(estaria a sair da sauna), e perguntou se queria enfiar-lhe um punho no cu! eu como estava fodido como não me lembro de me ver assim. disse: -pois claro que quero!
lá vem o moço até minha casa, e mal entra no quarto não lhe dou tempo se quer dizer uma palavra. começa todo o normal rol de uma foda de uma noite(manhã neste caso). entre beijos, broches, gemidos vou-lhe chamando puta, cabrão, dando-lhe ordens, puxando cabelos, arranhando e ele vai-me dizendo: rebenta-me todo, quero sentir o teu punho bem fundo, abre-me todo e outras coisas que é dificil recordar, dado o meu alucinado estado no momento. entre gritos e gemidos que provavelmente acordaram o meu vizinho do lado e de cima; depois de o foder ele põe-se de quatro no chão do meu quarto, sem antes retirar de um belo saco da nespresso uma garrafa de lubrificante! sim! uma garrafa, parecia uma garrafa de azeite. eu na altura achei super normal, assim como tudo o que aconteceu. como já me tinha instruído no porno há cerca dos rituais e técnicas do fisting, sentia-me mais que preparado(e drogado) para me iniciar. e assim foi! passo a passo lá fui metendo o punho no cu dele. houveram momentos que não vou esconder; que tiveram piada, mas depois aqueles gemidos(sentia eu forçados) e aquele movimento constante não me estavam a dar pica nenhuma(talvez fosse também o efeito da droga a acabar). recordo-me depois de lhe estar a fazer um broche e ele nunca mais se vir, ele limpar o cu, eu ir lavar as mãos e me deitar. lembro-me depois muito bem de no dia seguinte acordar com uma dor de cabeça sem fim e limpar o chão do quarto a fundo!
Acabei de tomar o café assim como ele; era uma nova experiência para os dois, já tinha ouvido estórias do monteiro(bastantes por sinal), do vitor e afins. mas por incrível que pareça nunca tinha ido a uma. sabia eu, existirem duas mesmo ao lado da minha casa. fomos a casa levar a ana e, ás cerca das duas da manhã lá decidimos aventurar-nos na sauna. vestimos umas coisas bem discretas e depois de confirmar-mos na net onde eram, lá fomos à procura. fomos à primeira que apesar de cara tinha mau aspecto e aparentava ser frequentada por senhores com idade para serem meus pais, mas com pior aspecto. Depois de perguntar a uma traveca com peso para entrar no novo concurso da sic e aparentar ter um pequeno atrasinho mental, lá descobrimos a segunda sauna, esta com muito bom aspecto.
Ganhámos coragem e lá entramos! Happy Hour; pagávamos apenas 5 euros. o senhor da entrada explicou-nos como funcionava o sistema(imaginem uma sauna gay como um sistema operativo: tens que dar uns certos passos para chegar a um certo fim). ele percebeu que éramos caloiros no assunto. e como bom doutor de praxe mostrou-nos como funcionava(não é claro, no sentido sexual).
Entramos ainda amedrontados e não é que a primeira pessoa que me aparece à frente é o miguel?!? o gajo a quem fiz fisting no carnaval? com tanto paneleiro nesta cidade tinha-me que me aparecer um que já fodi na primeira vez que entro numa sauna?
Carnaval, o habitual jantar lá em casa, éramos apenas 3, isto sem contar com a droga e as muitas garrafas de vinho. durante o jantar íamos vendo os adereços que iríamos utilizar, a maquilhagem e afins. o jorge foi o primeiro a começar a produção, pois esta englobava muita maquilhagem e muitos adereços, a minha e da maria foi a mais rápida e mais pratica para a noite. dado os frequentes números de cheiros e goles que dávamos nos copos. saímos de casa, já muito cegos. entre encontros e desencontros após algum tempo nos reencontramos na habitual rua e fomos ao habitual bar. dançar e beber um pouco. depois disso, lembro-me de estar num sitio de pé direito alto, traves de madeira, amplo, muito amplo, a música não era má, as pessoas não tenho bem noção, lembro-me de escadas e de uma casa de banho onde estava sempre a ir beber água. tenho uma breve recordação de algumas passagens como um menino que me disse que era hetero(não me lembrando eu do que lhe estava a dizer), lembro-me apenas de olhar para ele de cima a baixo e responder: -CLARO QUE ÉS! recordo-me também de sair e de repente estar na rua onde tinha estado horas antes, mas sem luz do dia.
Cheguei a casa, ainda bastante alterado e fui para o quarto tentar dormir, o que se tornaria difícil dado que o miguel se lembrou(estaria a sair da sauna), e perguntou se queria enfiar-lhe um punho no cu! eu como estava fodido como não me lembro de me ver assim. disse: -pois claro que quero!
lá vem o moço até minha casa, e mal entra no quarto não lhe dou tempo se quer dizer uma palavra. começa todo o normal rol de uma foda de uma noite(manhã neste caso). entre beijos, broches, gemidos vou-lhe chamando puta, cabrão, dando-lhe ordens, puxando cabelos, arranhando e ele vai-me dizendo: rebenta-me todo, quero sentir o teu punho bem fundo, abre-me todo e outras coisas que é dificil recordar, dado o meu alucinado estado no momento. entre gritos e gemidos que provavelmente acordaram o meu vizinho do lado e de cima; depois de o foder ele põe-se de quatro no chão do meu quarto, sem antes retirar de um belo saco da nespresso uma garrafa de lubrificante! sim! uma garrafa, parecia uma garrafa de azeite. eu na altura achei super normal, assim como tudo o que aconteceu. como já me tinha instruído no porno há cerca dos rituais e técnicas do fisting, sentia-me mais que preparado(e drogado) para me iniciar. e assim foi! passo a passo lá fui metendo o punho no cu dele. houveram momentos que não vou esconder; que tiveram piada, mas depois aqueles gemidos(sentia eu forçados) e aquele movimento constante não me estavam a dar pica nenhuma(talvez fosse também o efeito da droga a acabar). recordo-me depois de lhe estar a fazer um broche e ele nunca mais se vir, ele limpar o cu, eu ir lavar as mãos e me deitar. lembro-me depois muito bem de no dia seguinte acordar com uma dor de cabeça sem fim e limpar o chão do quarto a fundo!
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